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Faber-Castell transforma o inventário em um plano de descarbonização

·1 min de leitura

Como a Curva MAC mostrou por onde começar a reduzir emissões, quanto custa cada iniciativa e em que ordem implementá-las

Sobre a Faber-Castell

A Faber-Castell é uma das fabricantes de instrumentos de escrita mais antigas do mundo. No Brasil, tem fábricas em São Carlos (SP) e Manaus (AM), escritório em São Paulo e operações florestais próprias em Prata (MG).

Depois de concluir com a Planton o inventário de emissões de 2025, a empresa quis dar o próximo passo: transformar o diagnóstico em ação.

O desafio

Um inventário mostra onde estão as emissões, mas não diz o que fazer com elas.

As emissões da Faber-Castell vinham de fontes variadas nos três escopos: frota, refrigeração, logística, resíduos, viagens e materiais comprados. Cada fonte tinha oportunidades de redução com custos, prazos e impactos muito diferentes.

A pergunta era por onde começar. A empresa precisava de uma priorização baseada em dados, que mostrasse quanto cada iniciativa reduz e quanto custa. Só assim daria para colocar investimento e esforço onde eles fazem mais diferença.

Como a Planton atuou

A Planton partiu do inventário de 2025 para mapear, fonte por fonte, onde havia oportunidade real de redução. O time levantou iniciativas nos Escopos 1, 2 e 3 e organizou cada uma com premissas técnicas e financeiras: o investimento necessário, quanto o custo de operação muda e quanta emissão a iniciativa evita.

O trabalho foi feito junto com as áreas da Faber-Castell, para validar o que fazia sentido na operação e considerar os projetos que a empresa já tinha em andamento. As iniciativas sem dados suficientes para um cálculo confiável ficaram fora da curva e foram registradas como oportunidades a aprofundar, em vez de entrar com estimativas frágeis.

Como funciona a Curva MAC

A Curva MAC (Custo Marginal de Abatimento) ordena os projetos do mais barato ao mais caro por tonelada de CO₂e evitada. Cada projeto é uma barra: a largura mostra quanto ele reduz e a altura mostra quanto custa cada tonelada evitada. Os projetos abaixo de zero reduzem emissões e ainda geram economia para a empresa.

Para comparar iniciativas tão diferentes na mesma régua, a metodologia segue quatro cuidados:

  • Investimento distribuído no tempo: o valor investido é dividido pelos anos de vida útil do projeto, considerando o custo do dinheiro.
  • Só a diferença de custo: entra na conta apenas o quanto o custo de operação sobe ou desce com o projeto, e não o valor total.
  • Só o custo extra da opção limpa: quando um equipamento seria trocado de qualquer forma, conta apenas a diferença de preço para a alternativa que emite menos.
  • Redução líquida: as emissões que o novo projeto ainda gera são descontadas da redução.

A curva virou um roadmap em duas fases até 2030, que organiza os projetos por prazo de implementação e mostra a redução acumulada ao longo do tempo.

O resultado

A Faber-Castell passou a ter um plano de descarbonização claro e priorizado. A Curva MAC mostra quais iniciativas podem sair primeiro, quais trazem economia e quais pedem mais investimento e planejamento de médio prazo.

Com essa visão, a empresa decide com base em custo e impacto, direciona investimentos, define as primeiras frentes de ação e avança com mais segurança na definição das suas metas climáticas.

O caso mostra o passo que vem depois do inventário: transformar o diagnóstico em decisões, com uma ordem clara de execução.