Planton

ECOSSISTEMA PLANTON

Soluções para gestão climática

Sistema integrado para medir, reduzir e governar emissões corporativas.

Planton

Para a Sulgás, comprar um ativo também é uma decisão climática

·1 min de leitura

Como a pegada de carbono mostrou que durabilidade e escolha de material pesam mais do que o impacto de fabricar um único item

Sobre a Sulgás

A Sulgás, Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul, distribui gás natural canalizado no estado e atende os segmentos industrial, comercial, residencial e veicular.

Com a Planton, a empresa fez um estudo de pegada de carbono para comparar três ativos da sua operação: os tachões e as placas que sinalizam a rede de gás e os abrigos que protegem os equipamentos das Estações de Redução Urbana (ERU).

O desafio

A Sulgás avaliava trocar os modelos atuais desses ativos por versões novas, feitas com materiais mais resistentes e com vida útil bem maior.

A pergunta era direta: a troca reduz as emissões ao longo do tempo?

A resposta não é óbvia. Um material mais resistente pode emitir mais na produção e, mesmo assim, exigir menos substituições. Comparar uma unidade com outra não mostra o quadro completo. Era preciso uma comparação justa, que considerasse a função de cada ativo e o mesmo período de uso.

Como a Planton atuou

A Planton montou a comparação a partir da função que cada ativo cumpre, e não só do produto em si. Para cada um, definiu uma unidade funcional, que é a régua comum da comparação. Por exemplo: sinalizar um ponto da rede de gás subterrânea, ou proteger os equipamentos de uma ERU e permitir o acesso seguro a eles. Todas as alternativas foram avaliadas no mesmo horizonte de 20 anos.

O estudo seguiu a ISO 14067, norma internacional para o cálculo da pegada de carbono de produtos. Ele combinou dados primários da Sulgás (especificações técnicas, materiais, peso e vida útil) com dados secundários da base ecoinvent 3.11. Quando necessário, esses dados foram adaptados à realidade brasileira, com parâmetros como matriz elétrica e combustíveis.

A modelagem cobriu as principais etapas do ciclo de vida, da extração e do processamento das matérias-primas até o transporte e a instalação.

Depois de calcular a pegada de cada modelo, antigo e novo, a Planton projetou os resultados para os 20 anos, considerando quantas unidades de cada um seriam necessárias no período. Assim, a análise passou a mostrar o impacto de usar o ativo durante toda a vida útil, e não só o de produzir uma unidade. Também mostrou quais etapas do ciclo de vida explicam a diferença entre os modelos.

O resultado

Os novos modelos de tachões, placas e abrigos ERU têm menor pegada de carbono no horizonte de 20 anos. O ponto em comum é a durabilidade: como duram mais, precisam de menos substituições e evitam as emissões da produção de novos itens ao longo do período.

O que explica o desempenho, porém, muda de um ativo para outro:

  • Tachões: o material foi determinante para a diferença entre os modelos.
  • Placas: o peso teve papel relevante no resultado.
  • Abrigos ERU: o modelo novo emite mais por unidade, mas tem melhor desempenho quando a análise considera todo o ciclo de uso e a menor necessidade de troca.

Com o estudo, a Sulgás passou a ter uma base técnica para incluir o desempenho climático na especificação e na compra dos seus ativos.

O caso mostra que a alternativa com maior impacto na fabricação nem sempre é a que mais emite ao longo da vida útil. Avaliada com uma visão de ciclo de vida, uma decisão de compra também pode ser uma decisão de descarbonização.